segunda-feira, maio 30, 2005
As vezes parece que o acaso é controlado por um sádico.
Dança da solidão
(Paulinho da Viola)
Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
Camélia ficou viúva
Joana se apaixonou
Maria tentou a morte
Por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia
Meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro
Não esqueço meu passado
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
Quando chega a madrugada
Meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola
Contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
(Paulinho da Viola)
Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
Camélia ficou viúva
Joana se apaixonou
Maria tentou a morte
Por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia
Meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro
Não esqueço meu passado
Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão
Quando chega a madrugada
Meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola
Contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
quarta-feira, maio 25, 2005
Uma semana de shows
Muito trabalho, mas muito prazer. Foram 11 shows diferentes. Gente de tudo que é canto. Cada um, um universo a parte. Cheiros, sabores, ritmos, melodias...
O que é o Samba de Coco Raizes de Arcoverde, minha gente? Uma coisa maravilhosa!
E o que foi o Amaranto? Suavidade e energia no mesmo palco.
ChicoCorrea conseguiu me tirar de casa para dançar até as 5 da manhã.
Os Mestres da Guitarrada trouxeram o Pará para cá.
Os indios guaranis, geniais em sua simplicidade, o Rodrigo Lessa, mais carioca impossivel.
O Leandro Carvalho, fundindo o erudito e o popular.
Renata Rosa e Mariene de Castro, divinas.
E os mineiros do PexbaA? Com aquela timidez, não têm o menor medo de inovar.
Preciso de um mês para me recuperar dessa semana: como diria o rei, "são tantas emoções..."
Muito trabalho, mas muito prazer. Foram 11 shows diferentes. Gente de tudo que é canto. Cada um, um universo a parte. Cheiros, sabores, ritmos, melodias...
O que é o Samba de Coco Raizes de Arcoverde, minha gente? Uma coisa maravilhosa!
E o que foi o Amaranto? Suavidade e energia no mesmo palco.
ChicoCorrea conseguiu me tirar de casa para dançar até as 5 da manhã.
Os Mestres da Guitarrada trouxeram o Pará para cá.
Os indios guaranis, geniais em sua simplicidade, o Rodrigo Lessa, mais carioca impossivel.
O Leandro Carvalho, fundindo o erudito e o popular.
Renata Rosa e Mariene de Castro, divinas.
E os mineiros do PexbaA? Com aquela timidez, não têm o menor medo de inovar.
Preciso de um mês para me recuperar dessa semana: como diria o rei, "são tantas emoções..."
segunda-feira, maio 02, 2005
Puxão de Orelha
Depois da bronca do Juan, lá vamos nós.
Depois da tempestade
Confesso que o tsunami me abalou bastante. Não pelas pessoas que sairam da empresa, mas pela maneira que aconteceu. Isso me fez pensar profundamente em ética. Olho para as duas japinhas dormindo, embrulhadinhas nos futons, e me pergunto se não estou criando duas bobonas como a mãe, por achar que isso importa.
Sou uma idealista. Acredito no melhor das pessoas, e acredito num comportamento ético no trabalho. Nas relações entre os colegas de trabalho, ainda que não sejam os nossos melhores amigos, o objetivo final ainda é o mesmo para todos, e todos trabalhamos para realizá-lo.
Hoje, depois do caos do tsunami, levei mais uma rasteira. Olha, eu juro que tento relevar, mas está dificil. Por pura ingenuidade, eu pensava que, depois da virada, as pessoas tenderiam a se ajudar. Mas solidariedade não é a palavra de ordem. É "salve-se quem puder", e se possível, pisando no outro.
Eu não quero que minhas filhas sejam pisoteadas, mas me recuso a ensinar a pisar.
Estou com muita raiva, e não sou a pessoa mais calma do mundo. Não vou xingar, nem vou bater boca com ninguém. Só espero que isso não me faça mal.
Credo, Juan! Acho que era melhor ter ficado quietinha....
Depois da bronca do Juan, lá vamos nós.
Depois da tempestade
Confesso que o tsunami me abalou bastante. Não pelas pessoas que sairam da empresa, mas pela maneira que aconteceu. Isso me fez pensar profundamente em ética. Olho para as duas japinhas dormindo, embrulhadinhas nos futons, e me pergunto se não estou criando duas bobonas como a mãe, por achar que isso importa.
Sou uma idealista. Acredito no melhor das pessoas, e acredito num comportamento ético no trabalho. Nas relações entre os colegas de trabalho, ainda que não sejam os nossos melhores amigos, o objetivo final ainda é o mesmo para todos, e todos trabalhamos para realizá-lo.
Hoje, depois do caos do tsunami, levei mais uma rasteira. Olha, eu juro que tento relevar, mas está dificil. Por pura ingenuidade, eu pensava que, depois da virada, as pessoas tenderiam a se ajudar. Mas solidariedade não é a palavra de ordem. É "salve-se quem puder", e se possível, pisando no outro.
Eu não quero que minhas filhas sejam pisoteadas, mas me recuso a ensinar a pisar.
Estou com muita raiva, e não sou a pessoa mais calma do mundo. Não vou xingar, nem vou bater boca com ninguém. Só espero que isso não me faça mal.
Credo, Juan! Acho que era melhor ter ficado quietinha....